Orientações básicas para clientes de Alta Tensão

 

Tensão de Fornecimento

A tensão de fornecimento de energia é regulamentada pelo artigo 6° da Resolução 456 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e deve obedecer aos seguintes limites:

I) Tensão secundária de distribuição (380/220 V)

  • Quando a carga instalada na unidade consumidora for igual ou inferior a 75 kW.
  • Quando a carga instalada na unidade consumidora de uso coletivo for igual ou inferior a 100 kW.

II) Tensão primária de distribuição em 13.8 kV

Quando a carga instalada na unidade consumidora for superior a 75 kW e a demanda contratada ou estimada pelo interessado, para o fornecimento, for igual ou inferior a 2.500 kW

III) Tensão primária de distribuição em 69 kV

Quando a demanda contratada ou estimada pelo interessado, para o fornecimento, for superior a 2.500 kW.

Obs.: A Coelce poderá estabelecer a tensão de fornecimento sem observar os limites estabelecidos acima, quando a unidade consumidora enquadrar-se num dos seguintes casos:

  • Existência de equipamento que, pelas suas características de fornecimento ou potência, possa prejudicar a qualidade do fornecimento a outros consumidores;
  • Houver conveniência técnica e econômica para o sistema elétrico da concessionária além de não acarretar prejuízo ao cliente.
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Análise de Projetos de Subestações

O projeto deverá ser apresentado em 3 (três) vias, sem rasuras, contendo a seguinte documentação:

  • Anotação de Responsabilidade Técnica - ART, devidamente reconhecida pelo CREA;
  • Atestado de Viabilidade Técnica - AVT, devidamente emitida pela área de planejamento do sistema elétrico da Coelce, para as seguintes situações:

a) Projetos Elétricos com potência maior ou igual a 300 KVA na área de Fortaleza;

b) Projetos Elétricos com potência maior ou igual a 150 KVA na área do interior;

c) Projetos Elétricos através da DT 044 da Coelce com  potência acima de 75 KVA  e com extensão de rede acima de 5,0 Km.

  • Memorial descritivo e justificativo de cálculos que deverá ter a assinatura e carimbo do engenheiro responsável pelo projeto elétrico, além de todas as folhas rubricadas;
  • Memorial de cálculo da proteção, no caso de projetos com potência instalada superior a 300kVA, contendo a Ordem de Ajuste da Proteção - OAP e os níveis de curto-circuito, ambos documentos emitidos pela Coelce, além do catálogo do relé de proteção secundária;
  • Planta de situação em escala ou com cotas;
  • Diagrama unifilar elétrico;
  • Arranjo físico das estruturas e equipamentos;
  • Malha de aterramento;
  • Todas as pranchas do projeto deverão conter a assinatura do interessado e do engenheiro responsável, além de apresentar o carimbo do CREA ou etiqueta eletrônica devidamente assinada pelo projetista;
  • Licença emitida por órgão responsável pela preservação do meio ambiente.
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Prazos para emissão de Atestado de ViabilidadeTécnica (AVT) e análise do projeto elétrico

  • Fornecimento dos Níveis de Curto Circuito no ponto de conexão - até 05 dias úteis;
  • Elaborar Atestado de Viabilidade Técnica (AVT) para o atendimento - até 10 dias corridos;
  • Análise do projeto elétrico da subestação - até 15 dias úteis.

 

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Prazos para elaboração de projetos, orçamentos e início de obras

Os prazos especificados a seguir são regidos pelo artigo 28 da Resolução 456 da Aneel.

I) Elaboração de Estudos, Projetos e Orçamentos.

  • Clientes atendidos em 13.8 kV - até 45 (quarenta e cinco) dias;
  • Clientes atendidos em 69 kV - estabelecidos de comum acordo entre as partes

II) Início da execução de Obras

  • Clientes atendidos em 13.8 kV - até 45 dias após assinatura do contrato da obra;
  • Clientes atendidos em 69 kV - estabelecidos de comum acordo entre as partes

Obs: Os prazos estabelecidos e/ou pactuados, para início e conclusão das obras a cargo da Coelce, serão suspensos, quando:

- O interessado não apresentar as informações sob sua responsabilidade;

- Cumpridas todas as exigências legais, não for obtida licença, autorização ou aprovação de autoridade competente;

- Não for conseguida a servidão de passagem ou via de acesso necessária para a execução dos trabalhos;

- Em casos fortuitos e/ou de força maior.

Os prazos continuarão a fluir logo depois de removido o impedimento.

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Prazos da vistoria e ligação de unidades consumidoras

I) Vistoria de unidades consumidoras (Art. 26  Resolução 456 da ANEEL)

  • Atendidos em 13.8 kV - 03 (três) dias úteis, a partir da conclusão da obra.
  • Atendidos em 69 kV - negociado em comum acordo com o cliente.

II) Ligação de unidades consumidoras (Art. 27  Resolução 456 da ANEEL)

  • Atendidos em 13.8 kV - 10 dias úteis, a partir da aprovação da vistoria.
  • Atendidos em 69 kV - negociado em comum acordo com o cliente.

Obs: Caso as instalações da unidade consumidora não sejam aprovadas pela Coelce, o prazo para ligação do cliente ficará suspenso, até que o interessado corrija as irregularidades apontadas pela equipe de vistoria.

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Informações necessárias para elaboração do contrato de fornecimento

O interessado deverá fornecer, por escrito, as seguintes informações:

  • Demanda (em kW) a ser contratada em cada segmento horário, se for o caso.
  • Opção da estrutura tarifária (Convencional, Horo-sazonal Azul ou Verde).
  • Prazo de vigência do Contrato de Fornecimento.
  • Carga Instalada da unidade consumidora em kW.
  • Cópia Autenticada do Contrato Social e/ou Aditivos.
  • Cópia Autenticada do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica).
  • Cópia Autenticada do CGF.
  • Cópia Autenticada da Identidade e CPF do Representante Legal.

Clique aqui para fazer o download do formulário que você deverá preencher e entregar à Coelce com os dados solicitados.

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Opções Tarifárias

Os critérios de inclusão na estrutura tarifária convencional ou horo-sazonal aplicam-se às unidades consumidoras do Grupo "A" (clientes ligados em Alta Tensão), conforme as condições a seguir estabelecidas:

I) Estrutura tarifária Convencional - Optante pelo Grupo "B"

Podem optar por faturamento com aplicação da tarifa do Grupo "B", correspondente à respectiva classe:

  • Clientes com potência igual ou inferior a 112,5 kVA. (Art. 80)
  • Clientes com instalações permanentes para a prática de atividades esportivas ou parques de exposições agropecuárias, desde que a potência instalada em projetores utilizados na iluminação dos locais seja igual ou superior a 2/3 (dois terços) da carga instalada total. (Art. 81)
  • Clientes situados em área de veraneio ou turismo, que exploram serviços de hotelaria ou pousada, independentemente da carga instalada. (Art. 79)

Obs: Área de veraneio ou turismo será aquela oficialmente reconhecida como estância balneária, climática ou turística.

II) Estrutura tarifária convencional de Média Tensão

Características básicas:

  • Tarifa única de consumo de energia elétrica (kWh);
  • Tarifa única de demanda de potência (kW);
  • Atendimento somente para ligações em tensão de 13.8 kV;
  • Demanda contratada mínima de 30 kW e máxima de 299 kW.

Modalidade tarifária indicada às unidades consumidoras onde é pequena a possibilidade de programação da utilização da carga (demanda) ao longo das horas do dia e/ou de períodos do ano.

A unidade consumidora que optar pela celebração de contrato de fornecimento de energia elétrica nessa estrutura, deverá especificar 1 (um) valor de demanda a ser contratado e seu faturamento será realizado conforme o critério a seguir:

  • A demanda (kW) a ser faturada, será o maior valor entre a demanda máxima medida e a contratada, exceto se classificada como rural ou reconhecida como sazonal, e o consumo (kWh) será o total mensal efetivamente medido;
  • Nas as unidades consumidoras enquadradas como rural ou reconhecida como sazonal, a demanda (kW) a ser faturada, será o maior valor entre a demanda máxima medida no ciclo de faturamento e 10% (dez por cento) da maior demanda medida em qualquer dos 11 (onze) ciclos completos de faturamento anteriores, e o consumo (kWh) será o total mensal efetivamente medido;

III) Estrutura tarifária Horo-Sazonal

Aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica e de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia e dos períodos do ano, conforme especificação a seguir:

Nessa modalidade tarifária os dias úteis são separados em dois segmentos, chamados de horário de ponta e horário fora de ponta, assim definidos:

  • Horário de ponta: Composto por 03 (três) horas diárias, compreendido de 17:30 às 20:30 horas, exceção feita aos sábados, domingos e feriados nacionais;
  • Horário fora de ponta: Composto pelo conjunto das horas diárias consecutivas e complementares às definidas no horário de ponta;

Também o ano é dividido em dois períodos, chamados de período úmido (de chuvas) e seco, assim definidos:

  • Período úmido: Período de 5 (cinco) meses consecutivos, compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras efetuadas nos meses de dezembro de um ano a abril do ano seguinte;
  • Período seco: Período de 7 (sete) meses consecutivos, compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras efetuadas nos meses de maio a novembro;

 

a) Horo-Sazonal Verde

Modalidade tarifária indicada às unidades consumidoras onde é possível a reprogramação da utilização da carga (demanda) ao longo das horas do dia, do segmento de ponta para o segmento fora de ponta.

Características básicas:

  • Tarifa única de demanda de potência (kW) (Ponta e Fora de Ponta);
  • Uma tarifa de consumo para o horário da ponta úmido (kWh);
  • Uma tarifa de consumo para o horário fora da ponta úmido (kWh);
  • Uma tarifa de consumo para o horário da ponta seco (kWh);
  • Uma tarifa de consumo para o horário fora da ponta seco (kWh);
  • Atendimento somente para ligações em tensão de 13.8 kV;
  • Demanda contratada mínima de 30 kW.

A unidade consumidora que optar pela celebração de contrato de fornecimento de energia elétrica nessa estrutura, deverá especificar 1 (um) valor de demanda a ser contratado e seu faturamento será realizado conforme o critério a seguir :

  • a demanda (kW) a ser faturada, será o maior valor entre a demanda máxima medida e a contratada, exceto se classificada como rural ou reconhecida como sazonal, e os consumos (kWh) serão os totais mensais efetivamente medidos por segmento horário (ponta e fora de ponta);
  • para as unidades consumidoras enquadradas como rural ou reconhecida como sazonal, a demanda (kW) a ser faturada, será o maior valor entre a demanda máxima medida no ciclo de faturamento e 10% (dez por cento) da demanda contratada, e os consumos (kWh) serão os totais mensais efetivamente medidos por segmento horário (ponta e fora de ponta);

 

b) Horo-sazonal Azul

Na estrutura tarifária azul a utilização de energia, ou seja, as tarifas (preços em R$) da demanda de potência (KW) e de consumo de energia (kWh) no horário de ponta são mais elevadas do que as do horário de fora de ponta. As tarifas aplicadas no período seco são ligeiramente mais elevadas que as no período úmido.

Essa modalidade tarifária é indicada às unidades consumidoras onde a utilização da carga (demanda) ao longo das horas do dia, no segmento de ponta é imprescindível, ou seja, é pequena a possibilidade de reduzir carga, bem como sua utilização nesse horário.

Características básicas:

  • Uma tarifa de demanda de potência no horário de ponta (kW);
  • Uma tarifa de demanda de potência no horário fora de ponta (kW);
  • Uma tarifa de consumo para o horário da ponta úmido (kWh);
  • Uma tarifa de consumo para o horário fora da ponta úmido (kWh);
  • Uma tarifa de consumo para o horário da ponta seco (kWh);
  • Uma tarifa de consumo para o horário fora da ponta seco (kWh);
  • Obrigatória para ligações em tensão de 69 kV;
  • Opcional para ligações em tensão de 13,8 kV;
  • Demanda contratada mínima de 30 kW em pelo menos um dos seguimentos horários (ponta ou fora de ponta).

A unidade consumidora que optar pela celebração de contrato de fornecimento de energia elétrica nessa estrutura, deverá especificar 2 (dois) valores de demanda a serem contratados, 1 (um) para o segmento de ponta e outro para o segmento fora de ponta e seu faturamento será realizado conforme o critério a seguir:

  • as demandas (kW) a serem faturadas, serão os maiores valores entre as demandas contratadas e as máximas medidas por segmento horário (ponta e fora de ponta), exceto se classificada como rural ou reconhecida como sazonal, e os consumos (kWh) serão os totais mensais efetivamente medidos por segmento horário (ponta e fora de ponta);
  • para unidades consumidoras enquadradas como rural ou com o benefício da sazonalidade, as demandas (kW) a serem faturadas, serão as maiores entre as máximas medidas no ciclo de faturamento e 10 % (dez por cento) da contratada por segmento horário (ponta e fora de ponta), e os consumos (kWh) serão os totais mensais efetivamente medidos por segmento horário (ponta e fora de ponta).

Exercida qualquer das opções previstas nos itens I, II ou III, somente poderá ser efetuada nova alteração tarifária  quando:

  • O consumidor solicitar, desde que a modificação anterior tenha sido feita há mais de 12 (doze) ciclos consecutivos e completos de faturamento; ou
  • A Coelce constatar descontinuidade no atendimento dos requisitos exigíveis para a opção.
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Inclusão compulsoria no Grupo Tarifário Horo-sazonal

A inclusão compulsória no grupo tarifário horo-sazonal é regulamentada pelo Artigo 53 da Resolução 456 da Aneel e aplica-se às unidades de consumo do Grupo "A" (Alta Tensão), conforme as condições a seguir estabelecidas:

a)    Estrutura tarifária horo-sazonal, com aplicação da Tarifa Azul, para as unidades de consumo atendidas com tensão de fornecimento igual ou superior a 69 KV;

b)    Estrutura tarifária horo-sazonal, com aplicação da Tarifa Azul ou Verde, se houver opção do consumidor, para as unidades de consumo atendidas com tensão de fornecimento igual ou inferior a 69 KV e quando a demanda contratada for igual ou superior a 300 kW em qualquer segmento horo-sazonal;

c)    Estrutura tarifária horo-sazonal, com aplicação da tarifa Azul ou Verde, se a unidade de consumidora faturada na estrutura tarifária convencional apresentar nos últimos 11 (onze) ciclos de faturamento, 03 (três) registros consecutivos ou 06 (seis) alternados de demandas medidas iguais ou superiores a 300 kW.

  • Verificada a ocorrência dos registros referidos no item  "c" acima, a  Coelce comunicará ao consumidor, por escrito, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, após a constatação dos registros. Caso o consumidor não manifeste sua opção quanto a tarifa azul ou verde, no prazo máximo correspondente a 03 (três) ciclos consecutivos e completos de faturamento, a Coelce iniciará compulsoriamente, à aplicação da tarifa Horo-Sazonal.
  • Caso a unidade consumidora, faturada na estrutura tarifária horo-sazonal, queira optar pelo retorno à estrutura tarifária convencional, isso poderá ser realizado, desde que, seja verificado, nos últimos 11 (onze) ciclos de faturamento, a ocorrência de 9 (nove) registros, consecutivos ou alternados, de demandas medidas inferiores a 300 kW.
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Unidade de consumo com atividade sazonal

Critérios regulamentos pelo Artigo 63 da Resolução 456 da Aneel:

I) Quando solicitada pelo consumidor, a sazonalidade será reconhecida, para fins de faturamento, considerando a  demanda medida no ciclo de faturamento ou 10% (dez por cento) da demanda contratada, se constatada a ocorrência  dos seguintes requisitos:

a)    a energia se destinar  à atividade que utilize matéria-prima advinda diretamente da agricultura, pecuária, pesca, ou, ainda, para fins de extração de sal ou de calcário, este destinado à agricultura; e

b)    for verificado, nos 12 (doze) ciclos completos de faturamento anteriores ao da análise, valor igual ou inferior a 20% (vinte por cento) para a relação entre a soam dos 4 (quatro) menores a soma dos 4 (quatro) maiores consumos de energia elétrica ativa.

II) Na falta de dados para a análise da mencionada relação, a sazonalidade poderá ser reconhecida provisoriamente, mediate acordo forma, até que se disponha de valores referentes a um peródo de 12 (doze) ciclos consecutivos de faturamento, após o que, não atendidas as condições para o reconhecimento da sazonalidade, o consumidor deverá efetuar o pagemento da diferença das demandas de potência ativas devidas.

III) A cada 12 (doze) ciclos consecutivos de faturamento, a partir do mês em que for reconhecida a sazonalidade, será verificado se permanecem as condições requeridas para a mesma, devendo, em caso contrário, não mais considerar a unidade consumidora como sazonal.

IV) Deverá decorrer, no mínimo, outros 12 (doze) ciclos consecutivos de faturamento entre a suspensão e a nova análise  quando a um novo reconhecimento de sazonalidade.

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Energia Reativa

Condição regulamentada pelos artigos 64 a 69 da Resolução 456 da Aneel:

Cargas como motores elétricos de indução, transformadores, lâmpadas de descarga, fornos de indução, dentre outras, precisam de campo eletromagnético para seu funcionamento. Para a criação deste fluxo magnético é necessária a energia reativa, que, entretanto, não realiza trabalho. Ela circula entre a fonte e a carga, ocupando um "espaço" no sistema elétrico que poderia ser utilizado para fornecer mais energia ativa.

A redução do consumo de energia reativa resulta em melhoria na qualidade do fornecimento de energia, diminuindo as quedas de tensão e reduzindo as perdas elétricas nas instalações do Cliente e da concessionária. Também libera o "espaço ocupado no sistema para ligação de novas cargas, evitando ou postergando investimentos na rede elétrica da concessionária e no sistema da unidade consumidora.

O fator de potência de referência "fr", indutivo ou capacitivo, terá como limite mínimo permitido, para as instalações elétricas das unidades de consumo, o valor de fr = 0,92

I -  Medição da Energia Reativa Indutiva e Capacitiva

Os critérios para medição do fator de potência,  energia e demanda  reativas das unidades de consumo do Grupo "A" na estrutura tarifária convencional ou horo-sazonal aplicam-se, conforme definição a seguir estabelecidas:

a)     Estrutura Tarifária Convencional de Alta Tensão ou  Optante pelo Grupo B

Serão apurados, o fator de potência de referência (fr), a energia e demanda reativas indutivas de acordo com o valor médio mensal registrado nas 24 (vinte e quatro) horas do dia, enquanto não forem instalados equipamentos de medição que permitam a apuração do  fator de potência de referência (fr), a energia e demanda reativas indutivas e capacitivas de hora em hora.

b)  Estrutura  Tarifária Horo Sazonal ou Convencional com Medição Apropriada

O fator de potência de referência  (fr),  a energia e demandas reativas indutivas  e capacitivas serão apurados de hora em hora  compreendendo os intervalos abaixo especificados:

  • De 00:30min às 06:30min - fator de potência, energia e demanda reativas capacitivas
  • De 06:30min às 00:30min  - fator de potência, energia e demanda reativas indutivas.

II - O Uso Correto de Energia Reativa

Através de uma boa utilização dos motores e da compensação da energia reativa com a ajuda de capacitares pode ser evitado o uso de reativos excedentes. Também o uso de equipamentos que apresentem elevado fator de potência e a manutenção do nível de tensão da instalação próximo ao do valor nominal dos equipamentos são fatores decisivos para se obter o fator de potência desejado. O seu Executivo de Atendimento está apto a orientá-lo à encontrar a melhor solução para consumir apenas o reativo necessário.

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Tarifa de Ultrapassagem, Período de Teste e Período de Ajuste do Fator de Potência

I) Tarifa de Ultrapassagem

A tarifa de ultrapassagem, será aplicada sobre a parcela de demanda medida (kW) que superar a respectiva demanda contratada, cujo preço corresponde a 03 (três) vezes o valor da tarifa normal de fornecimento, nos limites mínimos de tolerância descritos a seguir:

  • 05 % (cinco por cento) para unidade consumidora atendida em tensão de fornecimento igual ou superior a 69 kV;
  • 10 % (dez por cento) para unidade consumidora atendida em tensão de fornecimento inferior a 69 kV.

A tarifa de ultrapassagem será aplicada também sobre a totalidade da demanda medida, quando inexistir o contrato de fornecimento por motivo atribuível exclusivamente ao cliente.

II) Período de Teste

Período concedido ao cliente com condições especiais de faturamento e isento de aplicação da tarifa de ultrapassagem, para permitir a adequação da demanda contratada, nos atendimentos de ligações novas ou aumentos comprovados de carga/demanda, durante o qual será faturável a demanda medida, observados os respectivos segmentos horo-sazonais, quando for o caso.

III) Período de Ajuste do Fator de Potência

Período concedido ao cliente para permitir a adequação das instalações elétricas de sua unidade consumidora, durante o qual o faturamento do excedente de demanda de potência e de energia elétrica reativas será efetuado com base no valor médio mensal indutivo do fator de potência, mantendo-se o limite mínimo de 0,92 como valor de referência, e será concedida nas seguintes situações: ligações novas com opção pela modalidade horo-sazonal e alteração da modalidade convencional para horo-sazonal.

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  • ARCE 0800 727 0167       ANEEL 167